Família e vida nos EUA

Levar cachorro ou gato do Brasil para morar na Flórida

Para mudar do Brasil para a Flórida com cachorro ou gato, não basta reservar o animal no voo. A entrada federal nos EUA, a certificação brasileira do Vigiagro, as regras estaduais e a política da companhia aérea precisam ser verificadas separadamente. Cães vacinados no Brasil seguem exigências do CDC que não se aplicam da mesma forma aos gatos. Requisitos de raiva e documentação conferidos em 8 de novembro de 2026; reconfirme as fontes oficiais antes de organizar e realizar a viagem. Nenhum documento isolado garante embarque, transporte ou admissão.

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Cena editorial ilustrativa de uma família planejando a mudança
Imagem ilustrativa. Não representa clientes ou depoimentos.

Quatro verificações antes de escolher o voo

A mudança com um pet envolve autoridades diferentes. O CDC, órgão federal de saúde pública dos EUA, estabelece as exigências relacionadas à raiva para cães e regras de inspeção para gatos. O USDA, por meio do APHIS, cuida de outras exigências sanitárias federais. No Brasil, o MAPA e o Vigiagro fazem a certificação oficial para a saída internacional. Na Flórida, o FDACS orienta sobre entrada e circulação de animais no estado.

A companhia aérea decide se oferece transporte para aquele animal, naquela rota e modalidade. Cumprir a regra federal não obriga a empresa a aceitar o pet. Da mesma forma, a autorização de transporte da empresa não substitui os documentos exigidos pelos governos.

Este roteiro trata de cães e gatos domésticos de companhia que acompanham uma mudança familiar, não de importação para revenda ou adoção comercial. As exigências sensíveis de raiva e documentação foram conferidas nas páginas oficiais em 8 de novembro de 2026. Elas devem ser reconfirmadas antes da viagem, sobretudo se houver mudança de data, aeroporto ou conexão.

Cachorro: o Brasil está na lista de alto risco do CDC

Na consulta de 8 de novembro de 2026, o Brasil constava na lista do CDC de países de alto risco para raiva canina. A regra considera os países onde o cão esteve nos seis meses anteriores à entrada nos EUA, e não apenas o aeroporto de onde ele embarca. Uma conexão em país de baixo risco não apaga o histórico de permanência no Brasil.

Para um cão vacinado contra raiva no Brasil, que esteve aqui nesse período, aplica-se a rota de cães vacinados fora dos EUA provenientes de país de alto risco. O CDC exige que o animal tenha pelo menos seis meses na chegada, aparente estar saudável e possua microchip detectável por leitor universal. Para fins de validade da vacinação nessa rota, o microchip deve ter sido implantado antes da vacina antirrábica, e seu número deve constar nos documentos exigidos.

A certificação de vacinação e microchip é preenchida por veterinário e endossada por veterinário oficial do governo do país exportador. O CDC informa que esse formulário deve ser preenchido nos 30 dias anteriores à viagem, vale por 30 dias após a assinatura do veterinário e serve para uma única entrada. As condições de validade da vacinação e os intervalos aplicáveis precisam ser conferidos com o profissional responsável pela documentação; uma carteira de vacinação comum não substitui o formulário.

Se o cão tem vacinação válida feita nos EUA e documentação americana específica, a rota pode ser diferente. O CDC exige certificação própria, normalmente preparada e endossada antes da saída dos EUA. Não presuma que a nacionalidade do tutor ou uma antiga carteira americana bastem: consulte a página correspondente ao histórico real do animal.

  • Separe a Certification of Foreign Rabies Vaccination and Microchip devidamente preenchida, endossada e impressa, quando essa for a rota aplicável.
  • Providencie um recibo do CDC Dog Import Form para cada cão. Nessa rota, o recibo corresponde à data de chegada informada; alterações de data ou aeroporto exigem novo envio do formulário.
  • Confira que os documentos e declarações exigidos pelo CDC estejam em inglês ou acompanhados de tradução certificada conforme a orientação oficial.

Reserva do CDC e sorologia podem definir o aeroporto

Para cães vacinados fora dos EUA que estiveram em país de alto risco nos seis meses anteriores, o CDC exige reserva prévia em uma instalação de cuidados animais cadastrada. A reserva inclui exame e revacinação antirrábica previstos pela autoridade. Mesmo com sorologia válida, essa etapa não desaparece.

Sem resultado válido de sorologia antirrábica, a reserva deve incluir quarentena de 28 dias na instalação cadastrada. Não é uma quarentena que o tutor possa simplesmente cumprir em casa. A possibilidade regulamentar de entrada por essa rota não significa disponibilidade de vaga nem dispensa os demais requisitos.

O exame de sorologia deve vir de laboratório aprovado pelo CDC. Para o histórico de primeira vacinação válida, a página oficial prevê coleta pelo menos 30 dias após essa vacinação e pelo menos 28 dias antes da entrada nos EUA. Históricos de reforços e eventuais interrupções de cobertura têm condições próprias. Peça ao veterinário responsável que verifique as datas e a validade documental, sem assumir que qualquer exame anterior será aceito.

O cão deve chegar por via aérea ao aeroporto americano associado à instalação onde tem reserva, que também deve coincidir com o aeroporto indicado no recibo do CDC. A lista consultada inclui Miami, MIA, mas isso não garante vaga, aceitação pela companhia ou liberação do animal. Não planeje uma conexão doméstica imediata: o CDC não permite seguir para outro local nos EUA antes da conclusão dos serviços exigidos.

  • Confirme a reserva e as exigências da instalação antes de fechar um itinerário que dependa dela.
  • Leve a confirmação da reserva e o relatório de sorologia, quando houver, junto aos demais documentos do cão.
  • Consulte novamente a lista de instalações e aeroportos do CDC antes da viagem; não use uma lista antiga como garantia de atendimento.

USDA/APHIS: a certificação além da raiva para cães

Cumprir o CDC não encerra a verificação federal. O APHIS tem requisitos próprios para cães provenientes de países ou regiões afetados por determinadas doenças, incluindo screwworm, associado à miíase causada pela mosca do Novo Mundo. Na tabela oficial consultada em 8 de novembro de 2026, o Brasil aparece como não livre de screwworm.

Para essa origem, o APHIS exige certificação assinada por veterinário oficial do governo da região de origem, comprovando inspeção para screwworm nos cinco dias anteriores ao envio aos EUA e o atendimento à condição sanitária exigida. Essa janela não é a mesma validade do formulário de raiva do CDC. A avaliação e a certificação cabem aos profissionais e à autoridade competente, não ao tutor.

O APHIS informa que não exige um modelo único para essa certificação: ela pode ser um documento separado ou integrar o certificado oficial de exportação do país de origem. Confirme com o Vigiagro como a declaração será apresentada no seu processo. O documento será verificado e o cão estará sujeito a inspeção na entrada.

As exigências relacionadas à febre aftosa dependem da classificação da região de origem e também devem ser consultadas no APHIS. Não use apenas a lista de raiva do CDC para concluir que todas as obrigações federais foram cumpridas. Esta matéria explica requisitos de viagem e não orienta tratamento veterinário.

Gato: regras federais diferentes, sem dispensa geral

Não aplique automaticamente ao gato o roteiro de importação de cães. Na consulta de 8 de novembro de 2026, o APHIS informava não ter requisitos próprios de saúde animal para importar gatos domésticos de companhia de outro país. O CDC não exige comprovante de vacinação antirrábica para a importação federal de gatos, mas exige que aparentem estar saudáveis na chegada.

Gatos estão sujeitos a inspeção no ponto de entrada. Evidência de doença transmissível pode resultar em recusa de entrada, e a autoridade pode exigir avaliação veterinária adicional às custas do tutor. Portanto, a ausência de uma exigência federal específica de comprovante de raiva não equivale a entrada garantida.

O procedimento do CDC Dog Import Form e a reserva descrita para cães dessa rota não são requisitos gerais para gatos. Ainda assim, o gato precisa ter a documentação brasileira aplicável à saída, cumprir as regras da Flórida e atender às condições da companhia aérea. A exigência estadual de raiva deve ser verificada separadamente da regra federal.

CVI brasileiro: organize o processo com o Vigiagro

O Certificado Veterinário Internacional, CVI, é o documento oficial brasileiro que atesta as condições e o histórico sanitário do animal e o atendimento às exigências do destino. Ele é expedido por Auditores Fiscais Federais Agropecuários do Vigiagro. Um atestado de clínica veterinária pode integrar a documentação de suporte, mas não é, por si só, o CVI oficial.

A página do serviço CVI EUA, consultada em 8 de novembro de 2026, identifica o médico veterinário habilitado como usuário do serviço. Organize com esse profissional o preenchimento e os comprovantes necessários, seguindo as orientações atuais do MAPA. O processo é analisado por auditor e pode voltar para correções ou informações adicionais; não há emissão ou aprovação automática.

Após a aprovação, o CVI é gerado em PDF assinado digitalmente, e o serviço orienta imprimir o documento para apresentação à autoridade do destino. Mantenha também disponíveis os documentos específicos do CDC e as certificações do APHIS que se aplicarem ao cão. Não presuma que um PDF chamado certificado substitua todos os formulários.

A página brasileira informa janelas de validade para ingresso nos EUA de cinco dias para cães e dez dias para gatos. Confirme com o Vigiagro o marco de contagem e a validade do certificado efetivamente emitido para a viagem. Essas janelas não são prazo suficiente para começar todo o planejamento e não devem ser confundidas com os 30 dias do formulário específico do CDC.

  • Confira a identificação do animal, o número do microchip quando exigido e a correspondência das datas em todos os comprovantes.
  • Combine com o veterinário habilitado o cronograma de documentação e deixe margem para exigências ou correções do Vigiagro.
  • Se a viagem mudar, verifique novamente a validade dos documentos com cada órgão responsável; não assuma que continuam utilizáveis.

Flórida: não confunda entrada internacional e interestadual

O FDACS, departamento de agricultura da Flórida, remete a entrada de pets vindos de fora dos EUA às regras federais e informa que o animal deve ter documentação de vacinação antirrábica vigente quando estiver na Flórida. A página estadual também informa a obrigação geral de vacinação vigente, com produto aprovado pelo USDA, para cães e gatos com quatro meses ou mais. Confirme a documentação aplicável ao seu animal com o escritório veterinário estadual antes da mudança.

Para entrada na Flórida a partir de outro estado americano, a orientação é diferente: o FDACS informa certificado oficial de inspeção veterinária dentro de 30 dias da emissão, com exceção para pet particular viajando com seu tutor e outras hipóteses regulamentares. Também exige comprovação de raiva vigente para animais de três meses ou mais nessa movimentação. Não transporte essa exceção do certificado interestadual para a saída do Brasil ou para as exigências federais.

Se o itinerário inclui outro estado, verifique também suas regras. Na data da consulta, o FDACS exibia alerta de New World screwworm com exigências adicionais para animais de zonas infestadas. Confirme se algum alerta ou restrição sanitária alcança a origem ou as etapas do seu deslocamento, em vez de presumir que a regra habitual sempre basta.

Depois da mudança, o condado pode ter exigências locais de identificação, como rabies tag. O FAQ estadual informa que alguns condados exigem essa identificação, embora não seja uma exigência geral de toda a Flórida. Consulte o órgão local do endereço onde o animal vai morar.

Companhia aérea: confirme o animal em cada trecho

A passagem do tutor não reserva automaticamente o transporte do cachorro ou gato. Antes da compra, confirme com a empresa que opera cada trecho se ela aceita aquele animal, naquela rota, e em qual modalidade. Cabine, transporte despachado e carga são serviços distintos; nenhum deles deve ser presumido disponível.

Verifique limites de tamanho e peso, caixa de transporte, restrições de raça, temperatura, aeronave, conexões e validade dos documentos pedidos pela empresa. O FDACS orienta que os requisitos aéreos variam por companhia e tipo de voo, e que as empresas não têm obrigação geral de acomodar pets como passageiros ou carga.

Uma política oficial ilustra por que não existe aceitação universal: na página consultada em 8 de novembro de 2026, a American Airlines informa que não aceita pets em cabine em viagens de ou para o Brasil. Ela também restringe cães de companhia em cabine que tenham origem ou histórico recente em países de alto risco para raiva. Essas são regras da empresa, não um resumo da política de todas as companhias.

Peça confirmação da modalidade e do itinerário completo, incluindo voos operados por parceiras. Para o cão sujeito à instalação cadastrada do CDC, alinhe o transporte ao aeroporto e à reserva correspondentes. Antes de embarcar, reconfirme CDC, APHIS, Vigiagro, FDACS e a política da transportadora. Mesmo com documentos e reservas, não há garantia de embarque, transporte ou admissão pelas autoridades.

  • Antes de pagar: confira a aceitação do animal e a viabilidade de todos os trechos, sem presumir que a companhia que vende a passagem opera cada voo.
  • Antes da viagem: revise validades, aeroporto de chegada, recibo do CDC quando aplicável e confirmação da instalação cadastrada.
  • No embarque: tenha o CVI impresso, os formulários e comprovantes exigidos para o animal e as confirmações de transporte acessíveis.
Dúvidas que ajudam a organizar o plano

Perguntas frequentes

Só o CVI do Vigiagro basta para levar meu cachorro aos EUA?

Não. O CVI é a certificação oficial brasileira e não substitui automaticamente as exigências federais americanas. Para cão vacinado no Brasil que esteve em país de alto risco nos seis meses anteriores, o CDC exige formulário específico de raiva e microchip, recibo do CDC Dog Import Form e reserva em instalação cadastrada, além das demais condições. O APHIS também exige certificação relacionada a screwworm para essa origem. Requisitos conferidos em 8 de novembro de 2026; reconfirme antes da viagem. Nenhum certificado isolado garante entrada.

Um cachorro com sorologia válida fica dispensado da instalação do CDC?

Não nessa rota. Cães vacinados fora dos EUA que estiveram em país de alto risco nos seis meses anteriores precisam de reserva na instalação cadastrada e dos serviços exigidos pelo CDC mesmo com sorologia válida. Sem resultado válido, a reserva deve incluir quarentena de 28 dias nessa instalação. A sorologia não garante vaga, liberação imediata nem aceitação aérea. Essas condições foram conferidas em 8 de novembro de 2026 e devem ser reconfirmadas.

Gato precisa do CDC Dog Import Form para sair do Brasil rumo à Flórida?

O CDC Dog Import Form é um formulário para cães, não um requisito geral para gatos domésticos de companhia. Na consulta de 8 de novembro de 2026, o CDC exigia que gatos aparentassem estar saudáveis na chegada, mas não comprovante de raiva para importação federal. Isso não dispensa o CVI brasileiro, as regras de raiva da Flórida nem a documentação da companhia aérea. Gatos continuam sujeitos a inspeção e podem ter a entrada recusada. Reconfirme as regras antes da viagem.

Se meu pet cumpre os documentos, posso escolher qualquer voo para a Flórida?

Não. A companhia precisa aceitar o animal, a modalidade e todos os trechos. Para cão vacinado fora dos EUA sujeito à rota de alto risco do CDC, a chegada aérea deve ocorrer no aeroporto associado à instalação cadastrada onde há reserva; o aeroporto precisa coincidir com o recibo do CDC. Não é permitido seguir para outro local nos EUA antes dos serviços exigidos. A lista consultada em 8 de novembro de 2026 inclui Miami, mas não garante vaga, transporte ou admissão.

Fontes e referências

Consulte os documentos originais antes de agir. Regras, valores e condições podem mudar; a data acima registra a consulta das fontes, não uma revisão profissional do seu caso.

  1. CDC — Bringing a Dog into the U.S. — abre em uma nova abahttps://www.cdc.gov/importation/dogs/index.html
  2. CDC — High-Risk Countries for Dog Rabies — abre em uma nova abahttps://www.cdc.gov/importation/dogs/high-risk-countries.html
  3. CDC — Entry Requirements for Foreign-Vaccinated Dogs from High-Risk Countries — abre em uma nova abahttps://www.cdc.gov/importation/dogs/foreign-vaccinated-high-risk-countries.html
  4. CDC — CDC-registered Animal Care Facilities — abre em uma nova abahttps://www.cdc.gov/importation/dogs/approved-care-facilities.html
  5. USDA/APHIS — Bring a Pet Dog into the United States — abre em uma nova abahttps://www.aphis.usda.gov/pet-travel/another-country-to-us-import/dogs
  6. USDA/APHIS — Dog Imports: Check Country Disease Status, linha Brasil — abre em uma nova abahttps://www.aphis.usda.gov/pet-travel/another-country-to-us-import/dogs/disease-status?page=3
  7. USDA/APHIS — Bring a Pet Cat Domestic into the United States — abre em uma nova abahttps://www.aphis.usda.gov/pet-travel/another-country-to-us-import/cats
  8. CDC — Bringing an Animal into the U.S., requisitos para gatos — abre em uma nova abahttps://www.cdc.gov/importation/bringing-an-animal-into-the-us/index.html
  9. MAPA/Vigiagro — CVI EUA: solicitar certificado para viajar com cão ou gato — abre em uma nova abahttps://www.gov.br/pt-br/servicos/solicitar-certificado-veterinario-internacional-para-viajar-com-seu-cao-ou-gato-para-o-eua
  10. Florida FDACS — Dog and Cat Movement Requirements — abre em uma nova abahttps://www.fdacs.gov/Consumer-Resources/Animals/Animal-Movement/Dog-and-Cat-Movement-Requirements
  11. Florida FDACS — Travel of Dogs, Cats and Pet Birds in/out of Florida FAQ — abre em uma nova abahttps://www.fdacs.gov/Consumer-Resources/Animals/Animal-Movement/Dog-and-Cat-Movement-Requirements/Travel-of-Dogs-Cats-and-Pet-Birds-in-out-of-Florida-FAQ
  12. American Airlines — Traveling with pets, restrições de rota e transporte — abre em uma nova abahttps://www.aa.com/web/i18n/travel-info/special-assistance/pets.html
  13. CDC — Entry Requirements for U.S.-Vaccinated Dogs from High-Risk Countries — abre em uma nova abahttps://www.cdc.gov/importation/dogs/us-vaccinated-high-risk-countries.html
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